Ariosto: pequeno sem assistência é absurdo – Egídio Serpa – Jornal Notícias do Ceará

Sugestão, que vale como um conselho, do ex-secretário de Ciência e Tecnologia do Governo do Ceará e ex-deputado federal Ariosto Holanda, que dedicou – e o faz ainda hoje – todo o seu tempo ao estudo de problemas e soluções para questões da economia estadual, principalmente as que têm como foco o pequeno produtor da indústria, da agropecuária ou do serviço. “É necessário, é urgente que se promova a extensão do ensino das universidades e institutos públicos de educação, incluindo o IFCE. Não tem sentido que, neste tecnológico Século XXI, mais de um milhão de pequenos produtores rurais do Ceará ainda não saibam como aplicar, corretamente, os defensivos agrícolas nem como usar o Equipamento de Proteção Individual (EPI), algo que a quase totalidade deles talvez nem sabe do que se trata”, diz, em tom de lamento e preocupação, Ariosto Holanda, criador do Instituto Centro de Ensino Tecnológico do Ceará (Centec), que fez e faz uma revolução no ensino técnico no interior do Estado.

Na sua opinião, “é preciso repensar a distribuição de renda”, que só melhorará com iniciativas que gerem essa renda. “O Ceará é rico em pedra e cal. Então, por que não misturar a cal à brita e ao solo, repetindo o que fez com êxito o engenheiro e hoje deputado federal Leônidas Cristino quando era secretário de Transporte?”

Que experiência foi essa? – pergunta a coluna em nome dos seus atentos e curiosos leitores.

Ariosto Holanda – pai do diretor regional do Senai-Ceará, Paulo André Holanda – responde: “Leônidas Cristino construiu no interior de Sobral uma estrada vicinal, usando o solocal (nome técnico da mistura), experiência que o Dnit (ex-Dner) repetiu em seguida, também com êxito, na estrada Flores-Limoeiro, na região jaguaribana”.

Ele lembra que, com obras assim, “você aproveita as matérias-primas existentes e abundantes no Estado e ainda gera emprego e renda”.

Entusiasta defensor do Novo Marco do Saneamento, o engenheiro Ariosto Holanda, autor do recém lançado livro “A Evolução da Ciência & Tecnologia”, diz: “O Ceará e o Nordeste todo acabaram com a casa de taipa, mas não investiram no saneamento nem na melhoria sanitária. Agora, com o novo marco regulatório, teremos de investir no saneamento, que resolverá muitos dos problemas de saúde do País”.

Vice-presidente da Fiec, Carlos Prado aplaude a construção da primeira usina de dessalinização do Ceará: “Estamos inovando. O Ceará não tinha energia, agora é exportador. O Ceará ainda não tem água, mas terá em poucos anos a preços muito competitivos. A inovação tem custo. Nossa indústria produzirá dessalinizadores”.

Atenção: toda a água do trecho Norte do Projeto S. Francisco está indo para a vizinha Paraíba. Encherá os vários açudes construídos lá pelo projeto, cujo volume é estimado em 500 milhões de metros cúbicos. Aqui no Ceará, o projeto testou com êxito o CAC (Cinturão das Águas ). Agora, é esperar a retomada do bombeamento.






Por , em 2021-01-05 23:00:00


Fonte diariodonordeste.verdesmares.com.br

Redação

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