Cidades do Ceará são alertadas por fornecedores sobre dificuldade de abastecimento de oxigênio, diz Aprece | Ceará – Jornal Notícias do Ceará

Prefeitos de cidades no interior do Ceará foram alertados por fornecedores sobre a dificuldade de continuar abastecendo os municípios com oxigênio e da possibilidade do gás hospitalar faltar no estado devido à escassez do insumo. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (8) pelo prefeito da cidade de Chorozinho e presidente da Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece), Júnior Castro.

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A Secretaria da Saúde do Ceará informou neste domingo (7), entretanto, que hospitais e equipamentos da saúde do Governo do Ceará de todas as regiões têm fornecimento garantido de oxigênio hospitalar. De acordo com o órgão, o governo estabeleceu um planejamento de suprimento de oxigênio hospitalar e emitiu comunicado oficial para as empresas fornecedoras do insumo, garantindo o fornecimento do gás para todas as unidades.

O presidente da Aprece se reuniu nesta segunda-feira com prefeitos de várias cidades do Ceará, com membros do Ministério Público Federal, Ministério Público estadual e com representantes de empresas que fornecem oxigênio para encontrar uma solução para o alerta. Na reunião ficou decidido que cada município deve fazer um levantamento sobre a demanda de oxigênio necessário. O levantamento deve ser apresentado em uma nova reunião na quarta-feira (10).

“Nós recebemos na sexta-feira uma informação de alguns colegas prefeitos de que em seus municípios, eles teriam recebido ofício das empresas que fornecem oxigênio dando conta da dificuldade da continuação do contrato, tendo em vista a escassez desse insumo. A gente procurou saber da situação e devido realmente a alta demanda por internação e uso de oxigênio, nós temos alguns municípios que estão em uma situação difícil”, disse o presidente da Aprece, Júnior Castro.

Apesar do alerta das empresas que fornecem oxigênio para o estado, todas as cidades do Ceará estão abastecidas do insumo, segundo Castro. O prefeito afirma que a preocupação é o fato de fornecedores estarem indo buscar o gás hospitalar em outros estados.

“Hoje nós temos todos os nossos municípios sendo abastecidos, ainda não temos nenhuma falta de oxigênio, mas existe essa preocupação exatamente por os fornecedores estarem indo buscar o oxigênio em outros estados, correndo o risco de problemas nas estradas e comprometer a chegada desses insumos tão importantes nesse momento de pandemia”, afirma.

Recomendação do Ministério Público

Até esta segunda-feira (8), o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) recomendou a 47 municípios do estado a adoção de medidas para a garantia de abastecimento de oxigênio nas unidades de saúde.

O pedido é para que o estoque de oxigênio seja para no mínimo 10 dias de consumo subsequentes, bem como que sejam providenciados os demais insumos, inclusive kits de sedação e entubação, e equipamentos necessários para atendimento, internação e assistência à saúde de pacientes com Covid-19.

Os gestores municipais devem ainda esclarecer como está sendo feito o controle do estoque de oxigênio para o abastecimento das unidades de saúde, como é feita a fiscalização, se existe canal de troca de informações entre as direções e coordenações das unidades e a Secretaria de Saúde e também a frequência como esse controle é realizado.

Os prefeitos vão ter que se manifestar também sobre a aquisição e controle de estoque de insumos, bem como aquisição e treinamento para o uso do Elmo, capacete de respiração assistida, que auxilia no tratamento de pacientes com insuficiência respiratória aguda por Covid-19. O prazo para que os dirigentes comuniquem às respectivas Promotorias de suas cidades sobre quais providências serão tomadas para o cumprimento das recomendações é de cinco dias.

Dificuldade na aquisição de insumos

O prefeito de Fortaleza, Sarto Nogueira (PDT), afirmou, em transmissão pelas redes sociais nesta segunda-feira (8), que a aquisição de insumos, como medicamentos e luvas, preocupa o poder municipal. Segundo ele, fornecedores têm se negado a vender alguns desses materiais necessários no combate à Covid-19.

“Um problema que está nos preocupando muito é a aquisição dos insumos. Os insumos são medicamentos, luvas, materiais. O mercado privado saturou a sua rede antes do mercado público. E o que tem acontecido é que, aqui e acolá, fornecedores têm se negado a vender para o poder público”, afirmou.

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informou, em nota, que a rede tem materiais suficientes para o tratamento de pacientes com a doença. Contudo, a pasta diz que “nacionalmente, existe um crescimento na busca por insumos específicos para tratamento da Covid-19, o que pode ocasionar um aumento nos preços e um maior prazo para a entrega.”

De acordo com a SMS, para que a rede de saúde municipal continue abastecida, a população precisa respeitar as regras sanitárias. “Com a desaceleração na demanda por internação, o suprimento em estoque será suficiente para o acolhimento e não haverá falta de materiais no mercado e carência de fornecimento“, explica.

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Por , em 2021-03-08 19:23:35


Fonte g1.globo.com

Redação

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