Fecomércio-Ceará quer saber como empresas combatem Covid-19 – Egídio Serpa – Jornal Notícias do Ceará

Desde ontem, a Federação do Comércio e Serviços do Ceará (Fecomércio) faz uma pesquisa para conhecer o posicionamento das empresas dos dois setores diante da pandemia da Covid-19. Uma das 13 perguntas é esta:

 

“No seu estabelecimento, houve funcionário infectado por coronavírus? Sim? Não?”

Outra pergunta:

“No seu estabelecimento, a empresa faz acompanhamento individual dos casos confirmados? Sim? Não?”

E mais uma:

“No seu estabelecimento, quais os métodos utilizados para acompanhar a saúde do seu funcionário?” 

As opções de respostas são as seguintes: “1) Medição da temperatura; 2) Disposição acessível do álcool em gel; 3) Vacina contra gripe; 4) Controle de fluxo em ambiente de alimentação (refeitório); 5) Disponibilidade gratuita para teste Covid; 6) Outros”

ADAGRI

Ontem, a Adagri-Ceará distribuiu “Nota de Repúdio” sobre informação aqui divulgada no dia anterior, tratando de manifestação de protesto de produtores de banana, que reclamam contra a cobrança de uma taxa de trânsito da fruta, a qual, na opinião dos fruticultores, só é cobrada das empresas organizadas.

 

A nota da Adagri é a seguinte, na íntegra: 

“O Sindicato dos Servidores da Adagri – Sindagri – vem repudiar a matéria do colunista Egídio Serpa, que foi publicada no dia 06 de março de 2021 no Diário do Nordeste, que afirma que os produtores de banana são importunados pelos fiscais da Adagri. Os Fiscais e Agentes Agropecuários da Adagri são responsáveis pela manutenção das ÁREAS LIVRES de duas pragas Quarentenárias na cultura da banana, o Moko da Bananeira e a Sigatoka Negra. Com a manutenção dessas duas áreas livres, os produtores cearenses conseguem comercializar suas bananas para fora do Estado.

“São os servidores da Adagri que contribuem ativamente para manter a área de produção de frutas livre de pragas, o que possibilita a exportação dessas frutas para diversos países. São os servidores da Adagri que têm a responsabilidade de promover a segurança e a qualidade alimentar, além da saúde dos animais e vegetais, e dessa forma promovem a saúde pública e a economia do Estado. Portanto, o trabalho dos fiscais e agentes agropecuários não é inoportuno, mas necessário à produção rural”.

Para esta coluna e seu editor, o trabalho dos fiscais da Adagri-Ceará é essencial e indispensável, pois depende de sua avaliação técnica o atestado de boa qualidade, ou não, das frutas produzidas para o consumo interno da população cearense e para sua comercialização no mercado estrangeiro.

Essa avaliação é, igualmente, essencial e indispensável para os demais produtos de origem vegetal e animal.

Mas é importante, também, que se divulgue a opinião de quem produz na agropecuária a respeito do trabalho dos agentes públicos.

 

O Sindiagri tem razão quando rechaça o uso da expressão “importunados”, utilizada inadequadamente no texto, e este colunista desculpa-se por isto.

CORPORATIVISMO

Neste tempo de isolamento social rígido, com restrição de funcionamento de várias atividades econômicas, o que agrava a já gravíssima situação das empresas privadas e de seus ansiosos e apreensivos empregados, não há, nem houve até agora, uma iniciativa do poder público para minimizar a vida dos contribuintes. 

Por exemplo: não se tem notícia, da parte das Prefeituras cearenses, de uma medida que reduza a alíquota do IPTU e do ISS para aliviar o orçamento de quem está proibido de sair de casa para encontrar-se com o trabalho.

 

Os operários da iniciativa privada estão, outra vez, ameaçados de sofrer redução do salário, mas os servidores públicos foram, no início da pandemia, em março do ano passado, escudados por uma Lei estadual proibindo qualquer medida que diminua seus vencimentos ou suas gratificações ou seus proventos.

 

Aconteceu no Ceará, mas foi replicado em outros estados, o que revela o alto poder de fogo das corporações que se apoderaram da estrutura do serviço público brasileiro. 

Surge a pergunta: que chance há de o Congresso Nacional aprovar um projeto de Reforma Administrativa que proporá a extinção de milhares de cargos comissionados, o fim de incríveis gratificações (como aquela que paga pelo obrigatório exercício do cargo federal), a diminuição dos altos vencimentos e a demolição de verdadeiros absurdos adquiridos, mesmo que todo esse conjunto de medidas moralizadoras tenha validade apenas para os futuros servidores, sem, pois, prejudicar os atuais? 

Resposta: chance zero. 

O corporativismo e sua carga deletéria – que chegaram ao Brasil junto com seus colonizadores – incorporaram-se muito rapidamente à vida política nacional, sendo absorvidos, naturalmente, pelo cotidiano de sua sociedade. 

Neste país sempre em crise, cada setor de sua economia e cada fração de seu tecido social tem sua ostensiva representação política – há um sindicato ou uma associação para representar cada um dos diferentes grupos de interesse que – trabalhando ou não, produzindo ou não – interfere, direta ou indiretamente, na vida política do país.

 

Mais um exemplo local para dar suporte à tese: em Fortaleza (e em outras capitais, também), existe e funciona a Associação dos Ex-Deputados Estaduais, que defende os justos direitos dos seus associados. Ela só aparece e só mostra sua força corporativa quando alguma iniciativa, no Parlamento ou fora dele, aqui e alhures, põe em risco alguma de suas conquistas. 

É do jogo democrático, e, no Brasil, tornou-se consuetudinário.

Resumindo: destruir o corporativismo não está no radar dos atuais líderes da política brasileira.

  

ISOLADO

Cristiano Maia, dono de empresas da construção civil, da engenharia rodoviária, de ração animal e de camarão (ele é o maior carcinicultor do país), isolou-se em sua fazenda em Jaguaribara, onde aguarda a chegada das águas do Rio São Francisco no açude Castanhão, à montante.

 

“Vou comemorar, pois é um sonho antigo, um milagre”, diz ele.

Maia foi prefeito de Jaguaribara quando, em 2004, a barragem verteu pela primeira vez. 

De lá para cá, não houve mais vertimento porque a natureza se tornou avara, negando as chuvas para a recarga do Castanhão.

AGLOMERADOS

Igrejas católicas estavam celebrando missas sob rígido protocolo sanitário – nos seus templos, que tiveram reduzida em 50% a presença de público, os fiéis sentavam-se bem longe uns dos outros.

 

Um novo decreto governamental proibiu tudo, inclusive as missas.

 

Mas, em contrapartida, permitiu a presença de pessoas em ônibus superlotados. 

DANILO PEREIRA

Familiares e amigos do economista Danilo Pereira, que, aos 90 anos, morreu ontem em Fortaleza vítima de Covid-19, choram a sua partida.

Ele foi secretário de Indústria e Comércio do Governo do Ceará, após o que foi assessor da diretoria da Federação das Indústrias (Fiec) na época presidida por Jorge Parente, que tinha por ele grande admiração.

Antes disso, Danilo Pereira foi diretor do Banco do Brasil por indicação do ex-governador Virgílio Távora. Durante sua gestão no BB, ele criou a Linha de Crédito Especial (LEC), que permitiu a expansão de grandes empresas industriais cearenses.

PETRÓLEO DISPARA

Os mercados financeiros no mundo operam em baixa nesta segunda-feira por vários motivos, o primeiro dos quais foram tentativas de “drones bomba” usados por grupos xiitas do Iemen contra refinarias da Arábia Saudita.

As forças sauditas destruíram os drones no ar, evitando qualquer dano às refinarias e ao maior terminal petrolífero do mundo, o de Ras Tanura. 

Há o temor de que esses ataques prossigam e um deles atinja as refinarias, o que provocaria a imediata redução da produção, elevando os preços do petróleo, que hoje é negociado acima de US$ 70 por barril.

Outra causa da baixa nas bolsas são os juros dos papéis da dívida norte-americana, que não param de subir. As principais bolsas asiáticas fecharam em queda: a de Shangai caiu 2,%; a de Hong Kong, 1,3%.

As da Europa abriram hoje com tendência de baixa. 

 






Por , em 2021-03-08 05:50:08


Fonte diariodonordeste.verdesmares.com.br

Redação

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