UPAs em Fortaleza atenderam mais pacientes nas últimas três semanas do que na primeira onda da Covid-19, diz secretária de Saúde | Ceará – Jornal Notícias do Ceará

A quantidade de atendimentos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Fortaleza superou, em três semanas, o número registrado no primeiro ano da doença, conforme afirmou a secretária de Saúde, Ana Estela Leite. “As UPAs chegaram a exatamente nessas três semanas a atender nessa porta de entrada mais do que atenderam na primeira onda”, disse.

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O número de pacientes suspeitos ou confirmados com Covid-19 atendidos nas UPAS subiu 314% nas últimas três semanas. Os atendimentos saltaram de 70 no dia 15 de fevereiro para 290 no último dia 7 de março. Os dados consideram a atualização da plataforma IntegraSUS desta segunda-feira (8).

Em âmbito estadual, o número de pacientes suspeitos ou confirmados com Covid-19 atendidos em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) subiu 242% em apenas três semanas. No dia 15 de fevereiro deste ano foram atendidas 125 pessoas nessas condições. Já no último domingo, dia 7 de março, a quantidade de pacientes disparou para 428 nas UPAs de todo o Ceará.

Conforme Ana Estela, a procura aumentou tanto, que os pacientes considerados menos graves foram orientados a buscarem atendimentos nos postos de saúde da capital. “Com essa demanda enorme nas UPAs, a gente começou a orientar a população que nos casos mais leves procure os postos de saúde. São 116 deles com condição de fazer o acompanhamento do paciente menos crítico, aquele que não precisa ainda de internação”, afirmou a secretária.

O Ceará deve receber ainda neste mês de março o oitavo e nono lotes de vacinas contra a Covid-19. De acordo com o governador Camilo Santana, a informação foi confirmada nesta segunda-feira durante reunião com ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade. Não foi divulgada a quantidade de doses que serão enviadas a cada estado.

Conforme plano nacional de distribuição de vacinas, os estados devem receber já nesta quarta-feira (10) um lote com a CoronaVac, imunizante desenvolvido na China e produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, em São Paulo.

Em 24 de março deve chegar uma carga com vacinas da AstraZeneca/Oxford, segundo a Fiocruz. As duas vacinas devem ser aplicadas em duas doses em cada pessoa para garantir a imunizada contra a Covid-19.

Os lotes já recebidos da CoronaVac foram utilizados 50% na primeira dose, os outros 50% na segunda aplicação. No caso do produto da AstraZeneca/Oxford, todas as doses são aplicadas, e as pessoas vacinadas devem aguardar a chegada de um novo lote para receber a segunda dose.

As vacinas são aplicadas no Ceará em idosos a partir de 75 anos cadastrados para receber a dose e trabalhadores da saúde.

Os dois grupos fazem parte do público prioritário da primeira fase do Programa Nacional de Imunização (PNI).

Até esta segunda-feira, o Ceará recebeu um total de 695.200 vacinas contra a Covid-19:

  • 1º lote: 229.200 mil doses da CoronaVac em 18 de janeiro
  • 2º lote: 72.500 doses da Oxford/AstraZeneca 23 de janeiro
  • 3º lote: 33.200 doses da CoronaVac em 25 de janeiro
  • 4º lote: 115 mil doses da CoronaVac em 6 de fevereiro
  • 5º lote: 80.500 doses da Oxford/AstraZeneca em 24 de fevereiro
  • 6º lote: 49.200 doses da CoronaVac em 24 de fevereiro
  • 7º lote: 115.600 doses da CoronaVac, previstas para 3 de março

Até segunda, 8 de março, foram aplicadas 453 mil doses no Ceará, sendo 339 mil na primeira dose e 114 mil cearenses já receberam a segunda dose.

Como são necessárias duas doses para imunizar uma pessoa, apenas 114 mil cearenses são considerados imunizados contra a Covid-19, pouco mais de um porcento da população do estado.

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Por , em 2021-03-08 17:40:05


Fonte g1.globo.com

Redação

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