Empresas se comprometem a ampliar produção de oxigênio no Ceará, diz Aprece – Região – Jornal Notícias do Ceará

As duas principais fornecedoras de oxigênio hospitalar no Ceará, a White Martins e a Messer Gases, fizeram acordo para ampliar a produção e facilitar a logística, a partir da próxima semana, para evitar que os estoques das redes municipais de saúde entrem em colapso. O compromisso foi firmado em reunião na manhã desta sexta-feira (12). 

Participaram do encontro o Ministério Público Estadual (MPCE), a Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece), a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e as fornecedoras citadas.

Segundo o presidente da Aprece, Júnior Castro, a White Martins ampliará a capacidade de produção para suprir a demanda da concorrente e reduzir o tempo do transporte do serviço.

A Messer distribui o elemento químico a empresas que prestam serviço no interior do Estado. “Ficou acordada essa parceria para facilitar a logística. Ocorre que a Messer traz o oxigênio de outros estados. Mas, a partir da próxima semana, ela vai poder retirar direto do Porto do Pecém, onde fica instalada a White Martins”, explicou. 

O Diário do Nordeste procurou as fornecedoras para saber os detalhes desse acordo empresarial e aguarda respostas. 

A reunião teve o intuito de buscar soluções para os municípios cearenses que, atualmente, enfrentam grave problema na disponibilidade de oxigênio para pacientes com Covid-19. Na ocasião, foi instituído um grupo de trabalho para monitorar diariamente a situação nas cidades. 

De acordo com o promotor de Justiça Eneas Romero de Vasconcelos, titular do Centro de Apoio Operacional da Cidadania (CAOCidadania), ficou definido que os municípios devem se organizar e calcular o consumo estimado de modo mais preciso para identificação dos pontos críticos e, partir daí, o setor buscar alternativas para resolvê-los. 

“As três principais empresas se colocaram à disposição para dialogar e encontrar soluções para ampliar a capacidade de produção. A Fiec se colocou à disposição”, disse. “Esse grupo de trabalho vai tentar colaborar, mas a obrigação legal, no caso, é dos municípios. Já que o problema de escassez de oxigênio é exclusivamente em hospitais das redes municipais do Interior”, complementou. 

A Air Liquide Brasil, que não tem atuação no Ceará, participou somente para compartilhar a experiência dramática de Manaus.

O Diário do Nordeste pediu mais informações sobre a atuação da Fiec e aguarda retorno. 

Oxigênio emprestado

O presidente da Aprece e prefeito de Chorozinho, Júnior Castro, relata que os gestores municipais já chegaram a emprestar cilindros de oxigênio para atender à população devido ao desbastecimento de insumos. 

Questionado quando houve essa necessidade, ele disse “que está acontecendo e se intensificou nas últimas semanas”. Ele não informou quais cidades e quantas vezes a situação ocorreu, mas explica que os apelos são compartilhados em grupos de WhatsApp.

“Quando algum prefeito está próximo do limite, nós colocamos no grupo, quando sabemos de uma empresa que está disponível. Está tendo uma solidariedade e apoio”, afirmou. 

“Somos limitados e temos buscados soluções, mas a situação não é confortável. Temos municípios que adquiram cilindros em condições de ampliar o seu abastecimento em mais do que o dobro do pico da pandemia do ano passado, mas ainda estão tendo dificuldade. A demanda está sendo muito maior”, acrescentou.



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Por , em 2021-03-12 18:06:01


Fonte diariodonordeste.verdesmares.com.br

Redação

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