Agropecuária: alimentos brasileiros são seguros e saudáveis – Egídio Serpa – Jornal Notícias do Ceará

Errada e ideologicamente chamados de agrotóxicos, os defensivos agrícolas são, para as plantas, o mesmo que os remédios, também tóxicos, são para os humanos. 

Um comprimido de Paracetamol faz passar a dor de cabeça, mas 30 deles, ingeridos de uma só vez, pode matar o paciente. 

A mesma coisa acontece com os defensivos agrícolas, que são remédios para combater as pragas e doenças que atacam as lavouras. 

Assim como os remédios para o tratamento das enfermidades das pessoas, os defensivos agrícolas têm, também, cada um deles, uma bula elaborada pelo fabricante, que deve ser seguida pelo agrônomo que os prescreve e pelo seu aplicador, que repete, exatamente, o mesmo ritual de uma enfermeira ao preparar, por exemplo, uma injeção de 500 miligramas de Benzetacil no músculo do paciente infectado por alguma bactéria. O processo de preparação é semelhante.

A legislação brasileira que trata da fabricação, da aplicação, do uso e da comercialização de defensivos agrícolas é uma das mais severas do mundo, estando no mesmo padrão de exigência da que trata da produção de medicamentos para os humanos. 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o Ibama, a Fiscalização Sanitária do Ministério da Agricultura e as agências estaduais de defesa da agropecuária – as Adagris – formam o time de combate aos que desrespeitam as normas vigentes. 

Para os medicamentos destinados às pessoas, a Anvisa e seu quadro de fiscais estão atentos para identificar e punir quem infringe a legislação. E têm feito isso.

Por que, de quando em vez, surgem denúncias de uso indiscriminado de defensivos agrícolas nos grãos, nas frutas e hortaliças produzidos no Brasil? 

A resposta envolve vários aspectos, o primeiro dos quais é de ordem ideológica. Quem propaga essas denúncias são grupos de pessoas ligadas a partidos, movimentos ou ONGs politicamente contrários à livre iniciativa e a favor de modelos econômicos socialistas. 

Todos sonhamos com o dia em que a agricultura mundial dispensará o uso dos agroquímicos e passará a utilizar, somente, defensivos orgânicos, que também são tóxicos. 

Todavia, hoje, os defensivos orgânicos não são, ainda, produzidos em larga escala. 

Se a agricultura mundial utilizasse, apenas, defensivos orgânicos para produzir soja, milho, algodão, trigo, laranja, melão, banana, sorgo, maçã, pera, alface, pimentão, tomate, cenoura e outras dezenas de grãos e hortifrutis, a população morreria de fome, porque a produção seria insuficiente para atender à demanda dos 7,5 bilhões de habitantes deste insaciável planeta.

A legislação brasileira normatiza o uso dos defensivos agrícolas, subordinando-o aos limites permitidos, e é esta restrição que confere aos produtos da agricultura “made in Brasil” o selo qualitativo de alimentos saudáveis e seguros.

Para concluir: quase 100% da população brasileira, incluindo as crianças, os adolescentes e os jovens, comem frutas e verduras compradas ou no supermercado, ou na feira livre do bairro ou nas bodegas que existem nas grandes e pequenas cidades do país.   

Se o que eles comem estivesse “envenenado” (para usar terminologia própria dos contra) pelos defensivos, já teriam morrido. 

Este colunista consome diariamente, há mais de 70 anos, frutas e verduras cuja origem desconhece. 

Vale ser repetitivo: as frutas, as verduras, os grãos e todos os alimentos produzidos pela agropecuária brasileira são saudáveis e seguros.

Os que, por ideologia, dizem o contrário, sabem que cometem um ato de desonestidade intelectual.

Aproveitando o embalo do tema: a agropecuária cearense também produz alimentos seguros e saudáveis.

UM ATENTADO

Precisa a sociedade agir, imediata e fortemente, contra uma nova pandemia que ameaça o Brasil e os brasileiros, o Ceará e os cearenses: a das “fake News”.

Criadas e estimuladas por mentes demoníacas e transmitidas por sociopatas que, desrespeitando o sofrimento alheio – e o alheio é a multidão que está morrendo de Covid-19 – as falsas notícias espalham-se com o intuito único de agravar o que já é grave, de ampliar o pânico que já existe, de alargar a ansiedade dos que sofrem.

Isto é crime e seus responsáveis devem ser punidos com o rigor da Lei. 

Ontem à tarde, espalhou-se, como se verdade fosse, a notícia de que o governo do Estado decretaria o “lockdown”, com o fechamento de tudo, até dos supermercados, dos bancos e dos postos de gasolina, incluindo a proibição de circulação de ônibus e trens do metrô. 

Por 30 minutos – tempo em que o vírus da mentira circulou pelas redes sociais – houve de tudo. Esta coluna testemunhou a velocidade com que uma família providenciou o saque, em um caixa eletrônico, de um pouco de dinheiro para os dias de trevas que viriam.

Um pronunciamento do governador Camilo Santana, uma nota de sua Casa Civil e um comunicado da presidência da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec) devolveram a calma à população.

Se foi por motivação política, o autor desse atentado, usando uma notícia falsa, deu um tiro no pé. E o tiro saiu pela culatra da revolta popular. 

BETÂNIA E GONZAGÃO

Bela e oportuna iniciativa do Grupo Betânia, cujo CEO, Bruno Girão, é um amante da música nordestina.

A empresa cearense, com fábricas de lacticínios aqui, em Pernambuco, em Sergipe e na Bahia, aderiu ao projeto “Luiz Gonzaga, 110 anos”, concebido pelo pesquisador Paulo Vanderley, que tem, na internet, o mais completo museu da vida e da obra do “Rei do Baião”, que, em 2022, completaria 110 anos de vida.

Gonzaga morreu em agosto de 1989.

Vanderley tem mais de 1 mil fotos, mais de uma centena de reportagens e 14 entrevistas históricas de Luiz Gonzaga, além de depoimentos de grandes nomes da música e do jornalismo sobre ele. 

O projeto, ao qual estão aderindo outras grandes empresas do Nordeste, prevê a edição de um livro que contará toda a riquíssima história do maior artista nordestino de todos os tempos.

NORMALIDADE

No Ministério da Saúde, está agora um médico, presidente da Sociedade Braasileira de Cardiologia.

O presidente da República, por meio da voz do seu vice-presidente, anunciou que tomará a vacina anti-Covid.

O Brasil retorna à normalidade.

EMPREGO

No meio do noticiário de ontem, todo dedicado à pandemia e à troca de ministro da Saúde, surgiu uma informação que teve nenhum destaque:

Em janeiro, foram criados, noBrasil, 260.353 novos empregos formais, isto é, com carteira assinada.

Foi o melhor resultado para o mês de janeiro em 30 anos. 

OLHO NA CHINA

Está no site do “China Dally”, de Pequim: até 2025, a China lançará mais 100 satélites ao espaço. 

Os chineses já têm mais de 200 satélites na órbita da Terra, mas acelerará o que o governo de Xi Jiping chama de “economia espacial”, tirando proveito dos seus avanços tecnológicos e de seu crescimento industrial, como diz Yu Qui, vice-diretor do Departamento de Cooperação Internacional da Administração Espacial Nacional da China.

Agora, atentem: no ano passado, os chineses fizeram 39 lançamentos espaciais, o que representa um terço do total mundial.

JUROS

Nesta quarta-feira, no fim do dia, será anunciada pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central a nova taxa básica de juros Selic.

A Selic está em 2% ao ano; deverá subir para 2,25% ou para 2,50%. 

OXIGÊNIO

Deram-se as mãos a Fiec, o Sindicato da Indústria Metalmecânica (Siec) e a Mallory, indústria de eletroeletrônicos instalada e em operação em Maranguape.

Essa parceria lidera uma campanha de arrecadação de cilindros recarregáveis de aço compatíveis com os que são utilizados para o abastecimento de oxigênio nos postos de saúde e hospitais.

Fiec, Simec e Mallory apelam às empresas metalmecânicas do Ceará no sentido de que doem para a campanha os cilindros de que dispuserem neste momento.

MERCADO

No mercado internacional, esta quarta-feira começa com o dólar em alta na Europa frente ao euro. O petróleo está em leve alta – o Brent, negociado em Londres, está a US$ 68,79 o barril.

Na Ásis, as bolsas fecharam neutras; as da Europa abriram perto da estabilidade.

Aqui no Brasil, expectativa em torno do fim da reunião do Copom, do Banco Central, que anunciará a nova taxa de juros Selic.

 






Por , em 2021-03-17 06:02:16


Fonte diariodonordeste.verdesmares.com.br

Redação

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