CGD sugere a governador do Ceará que delegado condenado na Justiça Estadual seja demitido – Segurança – Jornal Notícias do Ceará

A Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública (CGD) resolveu acolher relatório final da 1ª Comissão Civil Permanente de Processo Administrativo Disciplinar e sugeriu ao governador do Ceará, Camilo Santana, aplicar sanção de demissão para o delegado da Polícia Civil, Jefferson Lopes Custódio. O documento da CGD foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) da última quarta-feira (20).

Jefferson chegou a ser condenado na Justiça Estadual, em primeira instância, pelos crimes de tráfico de drogas e denunciação caluniosa tentada. Em abril de 2018, o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) divulgou que a sentença proferida pelo juiz para o delegado foi de cinco anos e seis meses de prisão e a perda do cargo público.

A defesa do réu ingressou com recurso no TJCE. Segundo o Tribunal, a 3ª Câmara Criminal o absolveu em maio de 2020 pelo delito de tráfico de drogas e manteve a condenação pelo crime de tentativa de denunciação caluniosa, readequando a pena para dois anos e oito meses de reclusão, além de 13 dias-multa. “Também manteve a perda do cargo público nos termos do art. 92, I, “a” do CPB”, disse o TJ. 

A Controladoria explica que, por se tratar de um delegado, a expulsão fica a cargo do governador do Estado. Jefferson Lopes atuou durante anos na Delegacia Municipal de Senador Pompeu, onde, conforme a investigação, teria se valido da função para cometer crimes.

A reportagem não localizou a atual advogada que representa Jefferson Lopes nos autos.

O QUE DIZ A ACUSAÇÃO

Conforme o MPCE, o delegado, por intermédio de outro policial, ofereceu cocaína gratuitamente a usuário de drogas com objetivo de forjar confissão de autoria de um homicídio ocorrido em Senador Pompeu.

Consta também nos autos que o policial civil teria participado de um esquema criminoso que envolvia pagamento de fiança, liberação de veículos apreendidos, concussão, corrupção passiva, estelionato, falsificação de documento público, usurpação de função pública e fraude processual qualificada.

Em 5 de abril de 2017 foi deflagrada a Operação Data Venia pelo MPCE e CGD. A partir daquela data, o delegado e outros investigados foram alvos de medidas cautelares, como: interceptação telefônica, busca e apreensão, afastamento do cargo e quebra dos sigilos bancário e fiscal.

 

 



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Por , em 2021-10-23 09:00:16


Fonte diariodonordeste.verdesmares.com.br

Redação

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