Causas e efeitos da vitória do Fortaleza e do empate do Ceará | alan-neto – Jornal Notícias do Ceará



Foto: Aurelio Alves
FORTALEZA, CE, BRASIL, 23-10.2021: Juan Pablo Vojvoda. Fortaleza x Athletico Paranaense, na Aerna Castelão pe lo Campeonato Brasileiro. em epoca de COVID-19. (Foto:Aurelio Alves/ Jornal O POVO)

QUANDO os ventos sopram a favor, tudo dá certo. Querem um exemplo? Todas as mexidas feitas pelo argentino Vojvoda, do Fortaleza, contra o Athletico-PR, surtiram efeitos desejados. Não fica aí. Quando resolve mexer na formação do Tricolor, acerta em todas.

DOIS exemplos. Lucas Lima, até então cliente assíduo no banco de reservas, entrou como titular, resolveu jogar o bom futebol que sempre teve e pode ser apontado como a melhor figura em campo. Fez um golaço e foi dele o passe certeiro para Robson, de cabeça, mandar às redes. Quem se lembra do último gol feito pelo Robson, por favor, pode levantar o braço. Ele é, isto sim, um exímio perdedor de gols. Pikachu, sempre ele, tratou de fazer o segundo dos três gols tricolores.

SEM SURPRESAS

DO Athletico-PR não podia se esperar mais do que aquilo que fez. Se resolveu poupar a maioria dos titulares, pra privilegiar uma outra competição, azar dele. Foi castigado pelo placar largo (3 a 0), que fez por merecer. Até se de mais fosse, também não seria surpresa.

SE foi assim, melhor para o Fortaleza, não por acaso, um dos cabeças do Brasileirão. A cada jogo mais o Tricolor surpreende positivamente. Esperava-se, com a saída de Pikachu, contundido, ele que é o dínamo daquele time, a produção fosse arrefecer. Ledo engano. O Crispim deu conta do recado, como se não houvesse solução de continuidade.

O CARIMBO

A FORMA como o Fortaleza joga, priorizando a intensidade e a forma aguda de atuar, não surpreende mais os adversários. Isso posto, o Athletico-PR devia estar preparado para bem saber quem enfrentaria. Virou carimbo. É daquele jeito que Vojvoda impôs sua cartilha tática, sempre priorizando atacar, desde que foi chamado a assumir o comando do Fortaleza, quando ninguém, jamais, ouvira falar em seu nome.

CAMINHO DAS ÍNDIAS

EM futebol, não é de hoje, vem das antigas. Dentro de campo, time que impõe a ousadia, pouco se importando quem seja o adversário, fica mais perto da vitória. Claro, que não é uma fórmula exata, muito menos se descobriu por este meio o caminho das Índias, isto é, o da vitória sempre está mais perto.

JARDIM DE INFÂNCIA

FÁCIL como a cartilha do jardim de infância. Deixando de lado esquemas rocambolescos, como a maioria dos técnicos de futebol adotam, impondo uma cartilha mais simples de ser ensinada e mais ainda de ser aprendida, foi desta maneira que o técnico argentino ensinou aos seus comandados do Pici.

NADA mais enche os olhos do torcedor que vai a um estádio, do que ver o time pelo qual torce já entrar em campo com o pensamento fixo na vitória, como prioridade principal e única.

DESCONFIE muito de treinador que torna difícil aquilo que é tão mais fácil aprender. Vojvoda não trouxe no seu alforje nenhuma fórmula especial para mostrar aos seus comandados de que maneira pode-se vencer uma partida de futebol. Ensinando isso na teoria, é muito mais fácil de o jogador aprender e por em prática.

OVO DE COLOMBO

SOME-SE a isso o entrosamento que o Tricolor ganhou, com a repetição quase sempre da mesma formação. Moésio Gomes, o maior gênio que o futebol cearense já produziu, ensinava muitos anos atrás uma lição simples. “Escale seu time de preferência, ponha pra treinar muito, repita a escalação cinco a seis vezes, não há como não dar certo”. Precisamente o que Vojvoda, 40 anos depois, está ensinando. Como a história do ovo de Colombo.

QUANDO CHEGARÁ ESTE DIA?

HÁ de repetir mil vezes o torcedor do Ceará. Quando chegará o dia em que o Alvinegro vencerá uma partida fora de casa? Ainda não foi agora, contra o Juventude. O empate de 0 a 0, numa partida insossa, de dar calo nos olhos, castigou a duas equipes fracas e sem brilho.

DE uma coisa a torcida alvinegra tem certeza. Não foi a troca de técnico que fez o Ceará decolar e pelo visto não decolará tão cedo. Que progresso, por acaso, o Alvinegro teve, após a saída do Guto Ferreira para a entrada do Tiago Nunes? Absolutamente nenhuma.

RETRATO DESBOTADO

NÃO será com aquele futebol infrutífero, de troca de passes em excesso e rara vontade de ousar, que o Ceará sairá do lugar onde se encontra. Jogo contra o Juventude poderia ter sido a grande chance desta arrancada.

QUAL nada! O Alvinegro revelou os mesmos defeitos e poucas qualidades. Se houve alguma sintoma de mudança, alguém por acaso notou? Tiago Nunes é retrato (quase) fiel do que Guto Ferreira deixou.

 



Por , em 2021-10-25 01:15:00


Fonte mais.opovo.com.br

Redação

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: